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Alix Silgueiro - Head of Creative

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- elephant skin - 

Um filme poderoso transporta e conecta pessoas.

Na Elephant Skin, desafiamo-nos a conseguir isso através da divisão de diferentes culturas.

O Diretor de Filme, Alix Silgueiro, fala sobre a imersão sensorial e a construção de cenas realistas

 

A inteligência espacial está entre as 8 diferentes categorias de inteligência humana descritas pelo psicólogo, Howard Gardner, como a capacidade da criar e imaginar mentalmente espaços tridimensionais. 

Ao longo da evolução da representação visual, o uso de computadores em design e modelagem 3D é o recurso em constante expansão e repleto de possibilidades para diversas áreas que exploram o audiovisual: cinema, arquitetura (archviz), videogames, fotografia, entre outras. 

Explorar possibilidades através de recursos visuais e sensoriais é uma das especialidades da Elephant Skin e aqui contamos com “mentes inquietas” como a do Diretor de Filme, Alix Silgueiro, inicialmente Creative Director em nosso time.

Bem-vindo ao bando! 

Formado em Publicidade e Música, Alix tinha o desejo de poder conectar as duas coisas e não imaginava que sua trajetória estava cocriando aquilo que sonhava. 

Foram diversas as experiências como músico e publicitário, algumas delas fugiam daquilo que buscava enquanto um ser apaixonado pela arte, mas em toda a sua jornada, foram muitos os aprendizados. 

Foi na ES que Alix encontrou liberdade para conciliar suas paixões, expressando todo o seu potencial artístico em uma fase de “experimentação” de muitas habilidades. 
 

“Entrei de cabeça na ES, (no início da agência), para assumir a área de branding. Até então, não trabalhava muito com filme, mas quando a necessidade surgia, assumia essa função.”
 

Agora é pra valer: som, câmera, ação! 
 

A ES estava começando se estruturar por áreas e especialistas, mas até então, Alix atuava tanto na área de branding quanto na área de filme, além de outras áreas que necessitavam de seu auxílio.
 

“A ES estava vivendo um crescimento meteórico e ainda não tínhamos setores tão bem estruturados quanto hoje. Fazíamos de tudo um pouco e, ao longo do tempo, cada pessoa foi sendo direcionada à sua área e eu fiquei por último.”
 

Alix diz que conforme o aumento das demandas percebia que, apesar de gostar de fazer muitas coisas, seria necessário assumir uma única área. Mesmo resistente em um primeiro momento, compreendeu que direcionar o seu foco seria o melhor para si mesmo, assim como para todo o time. Alix não estava sozinho, com ajuda do Líder Estratégico – Felipe Diaz e do CEO – Henrique Driessen, teve suporte suficiente para compreender de forma estratégica e macro os processos em que o filme estava inserido, e a partir desse entendimento redesenhar um novo processo que hoje impacta com eficiência e qualidade para a ES como um todo.
 

 “Foi assim que assumi o time de filme, que era algo que ainda estava surgindo, porém era uma área que apresentava muitos problemas de estratégia e processos.”
 

Deixar a área de branding não foi uma experiência fácil:

 “Trabalhar com branding foi algo que fiz minha vida toda, mas minha maior paixão sempre foi o filme, que é onde posso conectar a música, brincar com tudo o que gosto no audiovisual, contar histórias, trabalhar com o som e fazer essa experiência imersiva que é algo que me encanta.”

Nada se cria, tudo se cocria a partir de muitas experiências

O processo criativo particular de Alix está muito ligado à sua vivência com as pessoas e à tentativa de compreendê-las ao desenvolver um projeto.

“O que fazemos está muito ligado às pessoas. Quem cria, obrigatoriamente precisa ter experiência de vida para conseguir expressá-la e, isso se faz, conhecendo pessoas.”

Ele diz que é preciso ter uma visão macro da realidade:

“Alguém que é completamente focado em um determinado público, dificilmente conseguirá criar para outro. Será preciso essa abertura para entender novas realidades. É preciso “virar a chave muito rápido” porque os públicos e necessidades são diferentes. Já criei para países que ainda não conheci, mas precisei entrar na cabeça daquelas pessoas, conversar e ter essa curiosidade.”

Alix não acredita que exista uma fórmula para a criatividade:

“Eu sou uma pessoa intuitiva e lógica. Há uma bagagem e experiência no mercado que nos ajuda a não sair daquilo que é pedido em um projeto, mas a organização e o senso lógico devem nortear os especialistas, jamais podar a sua criatividade.”

Conectar ideias às pessoas

“O segredo não está no projeto, não está no dinheiro e em qualquer outra coisa. Quem usufrui daquilo que vendemos são as pessoas, por isso, o nosso trabalho está focado nas pessoas, em entender como elas pensam, do que gostam e o que será preciso fazer para que sintam algo positivo por meio do nosso trabalho.” 

Alix diz que um dos grandes desafios da ES em cada projeto desenvolvido é estabelecer conexão com o público.

“O ponto de partida da criação é como as pessoas irão se enxergar naquele trabalho, seja um filme, um conceito ou imagem. Em tudo que estamos fazendo, pensamos em como será recebido. O processo criativo passa pelo estudo de para quem estamos criando e do que essas pessoas gostam.”

O especialista propõe a reflexão de que é preciso ter uma “mentalidade filtro” para construir algo personalizado, autêntico e que gere aproximação.

“Certa vez ouvi do nosso CEO, Henrique Driessen: “Se você tem um empreendimento com 60 apartamentos, você precisa convencer 60 pessoas. Precisará entrar na cabeça de 60 pessoas”. É esse filtro que tende a aproximar o produto do público.”

A arte de construir experiências físicas e transportar sentimentos

Os projetos na ES englobam inúmeros elementos e recursos sensoriais. Alix diz que não apenas a música, mas os sons, barulhos e qualquer efeito musical, influenciam na construção das histórias que são contadas.

“A música sozinha já conta uma história. Indica contextos tristes, alegres, épicos, entre tantos outros. O desafio está em como conectar a música e efeitos sonoros dentro de um projeto contando uma história que gere identificação com as pessoas.”

Ele diz que o recurso 3D e o archviz proporcionam uma representação da realidade, que para se aproximar de uma “sensação natural”, demanda recursos que tornem aquele projeto o mais real possível.

 

“O digital já traz uma sensação de “não realidade”, então o nosso trabalho é tornar as experiências o mais próximas do real para as pessoas. Os efeitos sonoros, por exemplo, ajudam no processo de imersão na história. É como ver uma cena em que há uma cascata e ouvir os sons de água e aquilo de alguma maneira já traz uma conexão com o real.”

Manter a atenção do público é um dos principais objetivos no universo audiovisual e o especialista diz que o desafio está em ver o trabalho como o público veria, se utilizando de todas as dinâmicas possíveis para prender 100% da atenção no filme como a utilização do contraste de som e pausa.

Alix diz que as pausas na música ou na sonorização em um filme têm o poder de atrair a atenção quando a pessoa está prestes a desistir de continuar assistindo, além disso, relembra o filme autobiográfico do músico Andrea Bocelli, (The Music of Silence), em que era mostrado que o músico prezava por horas de silêncio para conseguir criar suas melodias.

“A música é feita de som e de pausa, se você tirar as pausas de uma música você a perde completamente, tudo se torna um caos. Respeitar as pausas é muito importante, tanto na música, em um filme e na nossa vida.”

O que faz com que alguém se sinta “dentro de um filme”? Alix diz que é quando algo soa tão natural quanto a própria vida:

“O que faz com que alguém olhe para um filme e queira adquirir um produto é se sentir parte daquilo. É quando a pessoa consegue ver a vida dela dentro daquela realidade que está sendo mostrada e, para isso, nos utilizamos de todos os recursos possíveis. Criamos o digital com a vida de verdade das pessoas.”

Gerente de Comunicação - Roberta Lemos
Jornalistas - Daiana Barasa and Juliana Rodrigues | Naiá

Entrevistado–  Alix Silgueiro – Head Criativo

08/11/2022 - 3:53 PM EST

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